Como o currículo flexível pode contribuir para a aprendizagem

Como o currículo flexível pode contribuir para a aprendizagem

currículo flexível

Se você nunca ouviu falar de currículo flexível, saiba que está por fora de uma das grandes tendências do mercado da educação. Esse conceito já é realidade em muitas escolas públicas e particulares pelo mundo, sendo que várias outras já consideram adotá-lo.

Ao mesmo tempo, também existem alguns entraves para a adoção de um sistema que não faz parte da tradição brasileira de ensino. Para entender melhor como tudo isso funciona e descobrir os benefícios de apostar nessa ideia, confira o conteúdo abaixo!

Como o currículo flexível funciona?

Seu objetivo é dividir a estrutura curricular, deixando algumas matérias como parte comum do curso a todos os alunos, e outras abertas para que eles possam escolher de acordo com as suas preferências.

É um recurso moderno e inovador, que visa intensificar a qualificação dos jovens em áreas que eles possuam maior interesse — especialmente considerando as suas intenções profissionais para o futuro e a capacitação para tal.

Isso já acontece de certa forma no Ensino Superior, com as disciplinas optativas e a meta é que essa ideia também seja levada para o Ensino Médio. Criando uma Base Nacional Comum Curricular, assuntos como matemática e língua portuguesa seriam obrigatórios durante todo o tempo, enquanto o restante poderia adotar essa flexibilização.

Quais as suas aplicações?

De fato, aplicar o currículo flexível é uma tarefa que requer cuidado, pois isso envolve mudanças em todo o sistema. A postura das escolas, dos professores e até outros fatores como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) precisarão ser revistos.

Deve haver espaço para o pensamento diferente, o que não combina com uma estrutura rígida. O plano pedagógico precisa apoiar essas transformações e o corpo docente deve estar bem preparado para participar de tudo isso.

O que pode ser feito é oferecer uma maior variedade de cursos e disciplinas diferenciadas para os alunos, pelo menos até que toda essa reforma seja realizada em âmbito nacional.

Essa é uma boa maneira de começar a implantar a flexibilidade de escolha do aluno, permitindo que o seu aprendizado vá além do que tradicionalmente tem sido imposto há alguns anos.

Por exemplo, aprender sobre robótica ou programação é algo que faz todo o sentido para quem gosta do mundo da tecnologia. Quando o jovem tem esse tipo de estímulo desde cedo, ele é capaz de desenvolver habilidades relevantes para o mercado de trabalho ainda na adolescência.

Da mesma forma, outras competências interessantes podem ser ensinadas, como o empreendedorismo e a comunicação — que são diferenciais em qualquer área de atuação que o aluno escolha no futuro.

Em que lugares esse conceito já é usado?

Uma das principais referências desse modelo está no Ensino Superior norte-americano, onde no começo do curso o estudante pode optar por variadas disciplinas e só tem que decidir sua formação definitiva a partir do segundo ou terceiro ano.

Esse processo funciona até como uma oportunidade da pessoa se descobrir melhor. Muitos chegam com uma convicção do que pretendem fazer e, ao começarem a estudar outras áreas, se interessam por elas e mudam suas percepções.

Futuros engenheiros se descobrem cineastas, possíveis advogadas se apaixonam pelo teatro e assim por diante. O grande negócio é fornecer possibilidades para que cada um trabalhe o seu autoconhecimento e, a partir disso, faça uma escolha mais assertiva (e que vai trazer maior satisfação profissional).

De maneira semelhante, a ideia é adotada em outros países, como Canadá, Cingapura e França. Na Finlândia, que é conhecida como um dos sistemas educacionais mais evoluídos do mundo, o currículo escolar é decidido em conjunto com pais, professores, administradores e até representantes do corpo discente.

Que tipos de benefícios o currículo flexível apresenta?

Por fim, considerar as vantagens desse processo é essencial para perceber qual é a importância dele, ou seja, que tipo de benefício a ideia pode trazer para o ambiente acadêmico. Pensando nisso, separamos a seguir alguns dos principais fatores que tornam a flexibilidade vantajosa.

Maior autonomia

Ao garantir um quadro curricular mais livre, os alunos adquirem independência para fazerem as suas escolhas de acordo com o que eles acham interessante. Isso não quer dizer que jovens que têm propensão para seguir uma carreira de exatas vão deixar completamente de estudar tópicos importantes da área de humanas ou biológicas.

Contudo, eles poderão dedicar seu tempo ao aprendizado de temas que fazem parte do universo de maior curiosidade para eles. Ao invés de serem obrigados a estudarem história da arte, por exemplo, podem aprender sobre internet das coisas ou qualquer outro assunto que faça mais sentido para cada um.

Aprofundamento do trabalho experimental

Um problema recorrente nos modelos engessados de ensino é dificultar que o estudante tenha acesso à sua área de interesse antes de escolher a sua profissão. Não por acaso, muitos universitários vivem insatisfeitos e trocando de cursos, pois ainda não encontraram uma vocação.

Ao permitir maior flexibilidade, a escola diversifica as oportunidades de aprendizado e inicia-se um trabalho experimental. O jovem pode abrir a sua mente para diversas possibilidades e começar a testar com quais delas ele mais se identifica (e em quais não se reconhece de jeito nenhum).

Assim, naturalmente, alguns se encontram no teatro, enquanto outros preferem o desenvolvimento de aplicativos e jogos. Esse contato prévio com os assuntos ajuda muito no processo de decisão da carreira.

Amadurecimento dos alunos no ambiente acadêmico

Outra consequência do currículo flexível é permitir que a construção desse autoconhecimento deixe os alunos mais maduros. De fato, é complexo sair do Ensino Médio e ter que escolher a profissão certa logo em seguida.

Essas experimentações anteriores contribuem muito para que eles amadureçam suas ideias, preferências e ainda aprendam a tomar decisões. Para completar, quando o jovem estuda aquilo que lhe interessa, seu comprometimento no ambiente acadêmico tende a ser muito maior.

O desinteresse e até a evasão escolar diminuem, pois eles têm a chance de se aprofundar no que realmente gostam. Consequentemente, ficam mais motivados, envolvidos e se preparam para o futuro com maior qualidade.

É claro que, para que isso funcione, o processo de implementação precisa ser feito com muita cautela. Contar com bons parceiros (especialmente quando há algum tipo de terceirização do ensino), fazer uma boa escolha dos temas optativos, preparar bem os professores e a infraestrutura da instituição são pontos fundamentais para o sucesso.

É exatamente nisso que a Happy Code acredita para promover a ideia do currículo flexível e contribuir com uma aprendizagem mais inovadora para os alunos.

Gostou de saber mais sobre esse assunto? Então, aproveite para entrar em contato conosco e descobrir quais são as oportunidades que oferecemos para a sua escola! Faça parte dessa transformação!

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