Coronavírus e a educação on-line para crianças: 6 passos para estruturar as aulas

Coronavírus e a educação on-line para crianças: 6 passos para estruturar as aulas

Por conta do rápido contágio do coronavírus, que teve início na China no final de 2019, várias instituições de ensino estão tendo que se virar para dar continuidade ao aprendizado, sendo que o método de educação on-line parece ser o mais viável.

No entanto, fazer a substituição do ensino presencial para o ensino a distância não é uma tarefa tão fácil assim, pois é um processo delicado e que requer um ótimo planejamento estratégico. O atual momento já figura entre os desafios da gestão escolar e coloca as escolas em uma situação complexa de mudarem o cronograma.

Neste artigo, trouxemos 6 dicas que podem dar uma luz quanto à educação on-line, de modo que a apresentação das aulas seja atrativa e lúdica. Confira!

1. Estruture o cronograma de aulas

Tendo em vista o momento que vivemos, em que a pandemia de coronavírus implica o distanciamento social coletivo e a adoção da política de quarentena, tudo aquilo que foi pensado para o ano letivo deve ser reestruturado.

É indispensável ajustar a matriz curricular à nova realidade, de modo que o ensino a distância comporte todo o conteúdo necessário para o aprendizado de crianças e adolescentes.

Para tanto, levante possibilidades de ideias quanto ao plano de aulas, mesclando vários tipos de conteúdos que consigam prender a atenção dos alunos, proporcionando aprendizado e entretenimento.

O mapeamento de informações deve ser coerente e dar continuidade à linha de raciocínio empregada antes da paralisação, portanto, a vida continua, mas com uma metodologia adaptada para o ambiente on-line.

2. Desenvolva tutoriais para orientar os professores

É bem provável que os professores mais tradicionais, acostumados com o “tête-à-tête”, sintam bastante esse momento em que não se pode, pelo menos por enquanto, ensinar em sala de aula.

A educação on-line tem as próprias particularidades e cabe à gestão adaptar cada educador à tecnologia, mostrando como funciona e o que pode ou não ser feito na estruturação do conteúdo.

Criar videoaulas, por exemplo, não é tão simples como muitos pensam, pois requer que a pessoa tenha noção de que precisa falar olhando para a câmera, posicionar-se de modo que a luz capte bem, evitar a saída do enquadramento etc.

Basicamente, os professores embarcarão em um universo youtuber para proporcionar aulas diferentes, mas que podem extrair grandes insights e até aumentar o desempenho estudantil.

3. Adote metodologias mais dinâmicas

Bom, não basta apenas ligar a câmera, falar por 20 a 30 minutos e achar que a aula foi o máximo, pois o ambiente on-line necessita de algo que vá além do trivial, ou seja, as apresentações não podem ser enfadonhas e convidativas ao sono.

A princípio, os professores devem conhecer bem as turmas que conduzem, a fim de preparar as aulas conforme a dinâmica de cada grupo, utilizando a linguagem que eles entendam.

Uma das formas mais completas de desenvolver um aprendizado é aplicando as famosas metodologias ativas, porque podem dar uma nova cara para a aula e tornar o ambiente atrativo.

Pode-se incentivar um breve debate nas aulas, por exemplo, estimulando a participação dos estudantes por meio de fóruns de discussão, no intuito de compreender as dúvidas e opiniões de cada um deles.

A criatividade precisa ser a força motriz que movimenta a engrenagem da educação a distância, fazendo com que os conteúdos sejam ricos, tecnológicos, interativos e despertem a vontade de conhecer mais.

Inclusive, nada impede que os professores utilizem não somente as videoaulas, mas apliquem podcasts, atividades em e-books, indiquem livros, músicas e demais formas que tornem o aprendizado lúdico.

4. Mescle conteúdos de videoconferência e atividades para casa

Não é pelo fato de os professores terem destreza de apresentar bem as aulas por vídeo que a escola tenha que disponibilizar só isso aos alunos, afinal, é crucial ter uma boa pitada de criatividade e tornar o aprendizado mais interessante do que antes.

Tão importante quanto as informações passadas por videoconferência ou videoaulas é o desenvolvimento de afazeres para casa, dando os devidos feedbacks dos exercícios.

Todavia, o dever de casa tem que corresponder à metodologia utilizada na aula e não ser apenas um conteúdo para “encher linguiça” em tempos de quarentena, sendo que, tudo que é passado aos estudantes, precisa fazer sentido aos pais e responsáveis.

Em uma aprendizagem baseada em problemas e atividades que estimulam o raciocínio lógico é possível extrair boas habilidades dos alunos, inclusive, preparando-os para novas situações e gerando bons conhecimentos.

5. Saiba aproveitar melhor a comunicação on-line

Como a pandemia de coronavírus não traz um bom momento para continuar com campanhas de vendas de cursos ou pensar em rematrículas, pode-se muito bem utilizar o espaço das redes sociais para potencializar a forma de ensino.

Sem dúvida alguma, a comunicação on-line na escola ajuda a aproximar as famílias e traz novas perspectivas de aprendizado.

Por mais que você tenha uma plataforma de ensino muito bem estruturada para fazer o upload de aulas, sabemos bem que os alunos não mexerão só no gestor o tempo todo, não é verdade?

Sendo assim, é preciso ter presença no ambiente em que eles estão e falar a linguagem desse público, de modo que o conteúdo fique na cabeça deles de maneira natural e, até mesmo, descontraída.

Utilizar os stories em redes como Facebook e Instagram pode ser interessante para complementar a aula com pílulas de conhecimento, uma vez que os vídeos são de tiro curto e tem validade de 24 horas.

Canais como WhatsApp e Telegram também podem ajudar muito na distribuição de conteúdo relevante, tornando o ensino on-line até mais bem aproveitado do que na forma tradicional em sala de aula.

6. Atualize-se constantemente em relação aos métodos educacionais

De maneira alguma, aquela história de que “time que está ganhando não se mexe” pode fazer parte da sua filosofia de gestão, afinal, na educação é preciso ter uma mentalidade que vai além do básico.

É preciso prestar atenção nas novidades e aproveitar as competências dos professores para tornar as aulas mais instigantes e com metodologias que enriquecem o aprendizado.

Para tanto, observar as ações que outros educadores estão adotando pelo mundo é indispensável, afinal, essa situação de quarentena é completamente nova e vale a pena acompanhar como os outros países estão se virando na parte educacional.

Desde que faça sentido ao seu público de alunos, respeitando os limites de cada um, nada impede que a instituição de ensino absorva o que tem dado certo lá fora.

Por fim, não podemos deixar de enfatizar a importância da educação on-line durante esse período atípico, pois, além de ser o único recurso disponível, pode transformar a maneira como cada criança ou adolescente enxerga os conteúdos aplicados.

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