Ensino da matemática: como facilitar o aprendizado dos alunos?

Ensino da matemática: como facilitar o aprendizado dos alunos?

Segundo dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), sete entre cada dez alunos apresentam nível de aprendizado matemático insuficiente. Números assim nos fazem pensar: afinal, como melhorar o ensino de matemática nas escolas?

O ensino para nova geração está cercado de desafios que os professores precisam dar conta, tais como desenvolver competências, despertar o interesse dos alunos, romper os paradigmas de que a matemática seja difícil e lidar com a tecnologia em sala de aula. Neste artigo, você verá as principais dicas para vencer esses desafios educacionais e fazer com que os jovens aprendam desde criança a importância da matemática. Confira!

Aplique o ensino de matemática nos esportes

Com o Pan-Americano de Lima este ano e as Olimpíadas de Tóquio em 2020, os professores podem utilizar vários exemplos práticos para ensinar matemática de forma atrativa aos jovens. A matemática está bem-inserida em todos os esportes e mostrar isso aos alunos é uma forma diferente de explorar o conteúdo da matéria sem que pareça algo pesado ou maçante.

Os professores podem utilizar tabelas de campeonatos, por exemplo, para trabalhar o raciocínio de operações básicas como adição e subtração, além de propor exercícios que peçam o cálculo das médias e o aproveitamento percentual. Por meio desse ensino, é possível desenvolver o aprendizado em torno de habilidades estatísticas e probabilísticas — o que será de extrema valia para o futuro.

Calcular as áreas das quadras, o diâmetro da bola, a velocidade média de um competidor, entre outros aspectos, é imprescindível para acostumar a mente da garotada em relação à matemática, mostrando que ela está presente em tudo. Propor gincanas esportivas também é uma ótima pedida, pois tudo que aprenderem na teoria poderão vivenciar na prática e o desempenho esportivo pode ser até melhor.

Estimule a resolução de problemas do dia a dia

Existem diversas situações cotidianas com as quais os alunos se deparam, mas sequer param para prestar atenção na quantidade de informações matemáticas presentes em apenas uma tarefa. Estimular a resolução de problemas, até mesmo dentro do conceito atualíssimo do design thinking, torna a experiência de aprendizado mais enriquecedora e coerente com a curiosidade dos jovens.

Um dos grandes males do método tradicional de ensino e que tem feito as escolas repensarem a sua gestão pedagógica é a maneira como o conteúdo é aplicado, sendo que boa parte é focado só na teoria de fato. Trazer o aluno para situações rotineiras, como calcular as compras no supermercado, gerenciar a mesada, realizar receitas culinárias, entre outros exemplos, faz com que os conceitos sejam bem entendidos.

Os educadores precisam direcionar os olhos dos alunos para a presença dos números em várias situações do dia a dia, pois, quando enxergamos uma disciplina com facilidade, é porque o conteúdo se tornou claro na mente. Além disso, a aplicação constante de desafios em grupo em torno da resolução de problemas pode gerar mais organização, desenvolver o espírito de equipe e aprimorar o raciocínio lógico.

Implemente oficinas de artesanato

Principalmente entre as crianças, utilizar as artes como forma interdisciplinar do ensino de matemática é essencial para o desenvolvimento cognitivo, tendo em vista que elas terão contato com aplicações práticas. Para tanto, pode-se muito bem propor oficinas de artesanato que contenham os mais variados tipos de materiais com o propósito de explorar a criatividade de cada aluno.

Criar objetos lúdicos feitos de massa de modelar, argila, tinta, algodão, caixas de fósforo, elásticos e outros materiais facilita o aprendizado das crianças em relação à construção de projetos, memorização e noções de espaço. Inclusive, os professores podem também utilizar de desenhos para mostrar situações de perspectiva, ilusão de ótica, razão e proporção.

O desenvolvimento de origamis — técnica japonesa que consiste em realizar dobraduras com papéis, tecidos e demais materiais — permite que as crianças tenham uma percepção mais apurada a respeito da geometria. Esse treino diário facilita o entendimento sobre os teoremas de Pitágoras e Tales, algo que será recorrente no futuro para alcançar a aprovação em um vestibular.

Oriente os alunos por meio de jogos

A matemática se torna uma disciplina difícil para muitos por conta da maneira que é aplicada nos primeiros anos de escola, ou seja, às vezes, os alunos apresentam dificuldades de concentração e isso não é identificado de primeira. Essa falta de tato por parte de alguns educadores faz com que os jovens tenham um certo receio em relação à matéria, pois o conteúdo não fazia sentido naquela oportunidade.

Tendo em vista que na primeira infância são explorados alguns aspectos aos quais serão fundamentais na vida adulta, tais como o planejamento e a estratégia, os professores podem elucidar os temas propostos na grade curricular por meio de jogos. Os tabuleiros são matrizes de aprendizado fantásticas para diversas situações, até mesmo com questões presentes no cotidiano como lidar com dinheiro e tomar decisões difíceis.

Jogos como dama, xadrez, gamão, banco imobiliário, jogo da vida e demais atividades lúdicas facilitam o ensino da matemática e o aprimoramento da concentração. Alunos focados desde a infância crescem adultos mais responsáveis e cientes do que precisam fazer em seu dia a dia, evitando as armadilhas da mente e a procrastinação.

Utilize a tecnologia a favor

Levando em consideração que as gerações atuais estão hiperconectadas em diversas redes e tendem a ser mais hiperativas, uma das melhores formas de propor um ensino de matemática de primeira linha é adotando a tecnologia na educação. Essa ferramenta veio para auxiliar o processo de aprendizado, tendo em vista que aguça a curiosidade dos jovens e fazem com que a escola esteja atualizada com as tendências.

Entenda que a tecnologia não é uma vilã em sala de aula, mas uma aliada poderosa para reter a atenção dos alunos em relação às matérias e gerar um ensino qualificado para o desenvolvimento de competências matemáticas. Os alunos terão a chance de inovar o tempo todo, bem como aprender a lidar com a gestão de tempo, compreender a importância da colaboração em projetos etc.

Para tanto, a escola pode investir em equipamentos que proponham conteúdos ligados à robótica, ao ensino de linguagens de programação visual, ao desenvolvimento de jogos 2D e 3D, entre outros pontos relevantes. Além disso, como suporte na condução das aulas, o corpo docente pode utilizar aplicativos matemáticos, tais como o MathYou, iMathematics, MyScript, App PhotoMatch e assim por diante.

Por fim, a fim de entender se o ensino de matemática tem surtido efeito, mensure os resultados obtidos e compare o desempenho entre um semestre e outro. Com isso, a análise de métricas ajuda a perceber quais são as maiores dificuldades e permite que haja feedbacks pontuais para que os alunos evoluam gradativamente.

Bom, se você curtiu este artigo e quer aproveitar o tempo para ler um pouco mais sobre temáticas educacionais, veja agora as 7 dicas para contratar os melhores professores de educação infantil!

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