O que é o movimento maker e como aplicá-lo na sua escola? | Escolas Disruptivas

O que é o movimento maker e como aplicá-lo na sua escola?

O que é o movimento maker e como aplicá-lo na sua escola?

Um das tarefas mais importantes para todo negócio ou profissional é ficar atento às tendências da sua área. No mercado de ensino, não é diferente e as novidades sempre ajudam a oferecer um ensino atualizado.

Melhor ainda quando é possível aliar a teoria com a prática, como acontece quando falamos de movimento maker. Esse é um dos assuntos mais inovadores no mundo da educação e que tem sido destaque no mundo todo.

Você já ouviu falar sobre isso? Sabe o que significa e como essa ideia pode ser implantada na sua escola? Continue lendo o texto a seguir e descubra!

Afinal, o que é o movimento maker?

A origem desse movimento está no conceito do DIY (do inglês, “do it yourself”), que significa “faça você mesmo”. Ele pode ser considerado uma espécie de vertente das metodologias ativas que têm como característica o protagonismo do aluno na sua aprendizagem.

A era tecnológica trouxe consigo a necessidade da inovação, o que causou impactos em diversos segmentos. O trabalho repetitivo e maçante das linhas de montagem industrial deixou de fazer tanto sentido, até por que, hoje, existem robôs que realizam esse tipo de atividade.

Além do mais, as pessoas se viram capazes de construir o conhecimento e não, simplesmente, querer consumi-lo pronto. O mercado, em geral, começou a ser impulsionado por novas ideias e projetos, que refletiam essa vontade de reconstrução.

Então, muitas escolas perceberam todo esse movimento e começaram a apostar na cultura maker — ou seja, do desafio de fazer, testar, experimentar, descobrir, construir e inovar. Sua base tem fundamentos como:

  • colaboração;
  • troca de conhecimentos;
  • busca por soluções para problemas reais;
  • proatividade;
  • experimentação e prototipagem.

Em outras palavras e de forma resumida, nada mais é do que a expressão “colocar a mão na massa”. Observar problemas, criar hipóteses, fazer testes, validar resultados, corrigir falhas e chegar a conclusões.

Vale ressaltar que nem sempre o objetivo apresenta um resultado palpável. Pode ser que os caminhos percorridos por cada um para tentar resolver um mesmo problema sejam diferentes. O aprendizado está muito mais no processo do que nas suas consequências, ainda que seja brilhante ter um produto final.

Tudo isso é corroborado pela neurociência, que diz que o “desabrochar” é um dos ciclos cerebrais. Isto é, o nosso cérebro reconhece um conhecimento a partir do momento em que ele passa a fazer sentido para nós — o que confirma a importância do protótipo.

Quais os benefícios da cultura maker nas escolas?

Há diversas vantagens envolvidas na adoção dessa prática, tanto para as escolas quanto para os alunos. Esse é um dos principais motivos para dar maior atenção ao tema, já que os benefícios são coletivos.

Por um lado, os estudantes que aprendem em um ambiente maker são privilegiados pela oportunidade de não ficarem presos ao ensino tradicional, cheio de teoria e, muitas vezes, desestimulante. Essa nova metodologia é capaz de oferecer:

  • liberdade para que o aluno seja protagonista do seu aprendizado;
  • melhora das relações interpessoais, dado a importância do trabalho em equipe e da troca de experiências;
  • desenvolvimento de habilidades relevantes, como a curiosidade, criatividade, liderança, comunicação e proatividade;
  • aumento da motivação e do interesse do aluno pela rotina escolar;
  • estímulo à capacidade empreendedora e ao empoderamento.

Os ganhos também existem pela perspectiva das instituições de ensino. Dentre eles:

  • um posicionamento diferenciado no mercado, ajudando na captação de alunos e rentabilidade;
  • a potencialização do ensino, o que faz parte do compromisso de participar do desenvolvimento de cada estudante com qualidade;
  • um melhor relacionamento com os pais e alunos.

Esses são apenas alguns exemplos de como essa relação pode ser benéfica. Aliás, até as universidades têm incentivado a aquisição de experiência prática desde cedo, o que tende a facilitar as escolhas futuras dos jovens e crianças.

A Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), por exemplo, abre suas portas para que os estudantes entrem em contato com a vida real antes de definirem suas carreiras. Essa visão de mundo é muito especial para as pessoas encontrem as suas paixões e crescerem em suas carreiras.

Como implementar o movimento maker na instituição de ensino?

Sua implementação é considerada estratégica para uma instituição de ensino, sobretudo por oferecer um ensino diferenciado para os seus alunos. Como o movimento maker é uma tendência mundial, a escola que aposta nessa ideia é capaz de preparar melhor o seu corpo docente.

A questão é que a adoção dessa cultura precisa ser feita com cuidado. Por exemplo, o treinamento dos professores é um ponto crucial para o seu sucesso — e, consequentemente, para o seu possível fracasso.

Transformar uma aula tradicional em uma aula completamente prática não é tão simples. O profissional deve ser preparado para isso, inclusive para utilizar referências das disciplinas previstas na grade curricular e conseguir envolver o aluno no processo de aprendizagem.

Logo, um primeiro passo após essa decisão é marcar uma conversa geral com o corpo docente. Despertar o interesse dos professores é o ponto de partida para que a metodologia se torne atrativa para os estudantes, já que eles são os maiores exemplos nas salas de aula.

Nesse caso, existem dois caminhos para a instituição. Um deles é oferecer a capacitação adequada para que os seus funcionários entendam melhor a cultura maker e como implementá-la no dia a dia. Existem treinamentos e cursos específicos para isso.

Outra possibilidade é contratar uma empresa especializada para fazer essa integração e dar todo o suporte necessário para a escola fazer parte do movimento maker. As duas alternativas devem ser avaliadas, sendo que o mais importante é não oferecer resistência ao novo.

A instituição deve ter um perfil aberto a métodos inovadores e colaboradores engajados para aproveitarem o melhor que as novas tendências têm a oferecer. Caso contrário, dificilmente os resultados serão eficazes.

A partir disso, é preciso escolher os métodos para aplicação no ambiente escolar, como a adoção de metodologias inovadoras e o oferecimento de cursos que seguem essa mesma linha (tipo robótica e programação).

Enfim, a educação é parte essencial para a construção de um futuro melhor. Logo, os negócios do setor precisam ser enxergados como verdadeiros atores dessa transformação, fazendo o possível para que bons frutos sejam colhidos.

E então, será que você entendeu o que é o movimento maker? Se você tem interesse por esse tipo de assunto, não deixe de conferir o nosso e-book gratuito sobre programação na educação para complementar o seu conhecimento. Aproveite!

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