O professor do futuro: 10 competências desse profissional

O professor do futuro: 10 competências desse profissional

O professor do futuro: 7 competências desse profissional

É inegável que o comportamento dos alunos no ambiente escolar mudou. Além disso, a tecnologia trouxe novas possibilidades de se trabalhar o conteúdo em sala de aula. Isso gera uma questão: quais são as competências essenciais para o professor do futuro?

A pergunta é um dos desafios da gestão escolar, que busca entender como esse profissional pode atender às demandas da instituição, engajando os alunos, aumentando o potencial de matrículas e, naturalmente, trazendo um bom retorno sobre o investimento aplicado.

Pensando nisso, apresentamos para você uma lista com as 10 competências primordiais dos professores do futuro mostrando como elas são importantes para sua escola. Confira!

1. Busque o aprimoramento constante

Tendo em vista que as instituições de ensino precisam estar preparadas para as competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), obviamente você precisa identificar perfis que compreendam essas questões. Um profissional qualificado para lidar com as novas gerações deve se aprimorar constantemente, buscando alternativas para melhorar seus métodos de ensino.

Torna-se indispensável que os professores dos próximos anos procurem especializações na carreira, tenham o domínio de dois ou três idiomas — entre eles, a linguagem brasileira de sinais — e saibam lidar com as novidades da educação. Entenda que quanto maior a gama de conhecimento e experiência dos professores, mais fácil será a condução da aula no dia a dia.

Esse profissional deve também desenvolver outras habilidades necessárias na rotina de um profissional da educação dos novos tempos. Uma delas é a flexibilidade. Afinal, esse educador precisa aprender a transitar e desempenhar diferentes papéis neste novo ambiente educacional.

Outro aprimoramento necessário é abandonar a imagem de professor autoritário para transformar-se em um líder multifacetado que conquista a confiança de seus alunos de forma respeitosa. Os professores do futuro precisam entender ainda que são parte de um time e que, por conta disso, devem unir forças com os gestores para buscar as melhores soluções.

2. Tenha uma boa comunicação

Estabelecer uma boa comunicação escolar com a direção, os pais, os alunos e a sociedade é um dos papéis fundamentais de um professor qualificado. Para tanto, é preciso saber passar as informações de maneira objetiva e com o propósito de evitar ruídos na comunicação oral, escrita e não verbal.

Essa competência imprescindível a qualquer profissional tem um grande impacto no processo de ensino. Por exemplo, você já ouviu falar na “maldição do conhecimento”? De forma resumida, ela ocorre quando pessoas altamente educadas e habilidosas têm dificuldade de transmitir as informações.

Ou seja, quanto maior o conhecimento sobre determinado assunto, mais difícil pode ser a capacidade de se expressar claramente sobre ele. Não por acaso essa “maldição” é muito comum entre professores ou profissionais especializados que precisam se esforçar para se comunicar de modo mais claro.

No momento de encontrar o educador ideal para sua instituição de ensino, fique atento ao currículo do profissional, mas certifique-se também de conhecer o trabalho desse professor dentro da sala de aula, interagindo com os alunos.

3. Pratique a escuta ativa

Saber ouvir também diz respeito a uma boa comunicação, mas essa competência vem em destaque, pois pode trazer mudanças positivas bastante significativas na relação aluno-professor no futuro.

Escuta ativa é uma técnica que propõe ouvir o outro com o máximo de atenção. Para tanto, é necessário desprender-se de julgamentos e pensamentos. Consequentemente, a mensagem é compreendida e interpretada a partir de uma perspectiva mais empática.

Essa comunicação aparentemente simples traz muitas vantagens quando adotada na escola. Permite o reforço do vínculo entre professor e aluno; estimula a expressão dos estudantes; ajuda a ensinar a escuta ativa; evita a construção de julgamentos e discriminações na escola.

Além de colaborar para a construção de um espaço afetivo cordial dentro da escola, a escuta ativa também favorece os processos de aprendizagem.

4. Desenvolva as habilidades socioemocionais

O ambiente escolar reúne inúmeras situações que interferem na gestão pedagógica. Mas existem desafios que tocam as emoções dos profissionais de educação, tais como o desinteresse dos alunos, casos de bullying e outros aspectos que influenciam a dinâmica da aula.

O professor do futuro é capaz de desenvolver suas habilidades socioemocionais. Ele trabalha o autoconhecimento, a boa gestão das emoções, olha para o outro com empatia e colabora para a diversidade e promoção da acessibilidade na escola.

5. Esteja atento às colaborações de outras áreas do conhecimento

Um dos pontos que os pais valorizam na escola é a inovação. Assim, o professor do futuro não se mantém restrito às novidades do ambiente educacional. Ele procura em outras áreas do conhecimento informações que colaboram para a construção de um processo de aprendizagem inovador cada vez mais condizente com a realidade dos alunos.

A neurociência, por exemplo, tem contribuído significativamente para o desenvolvimento de novas metodologias de ensino baseadas no funcionamento cerebral dos estudantes. Segundo ela, existem 5 fundamentos neurobiológicos relacionados à aprendizagem sendo um deles a emoção.

Segundo os especialistas, aprendemos aquilo que nos emociona. Se as habilidades socioemocionais são úteis para melhorar o relacionamento na escola, a emoção na aprendizagem pode ser ativada por meio da motivação dos alunos.

Estratégias pedagógicas emocionantes influenciam na memória e também no comportamento dos estudantes. Para despertar a motivação deles e, consequentemente, conquistar a emoção e atenção, esse profissional do futuro propõe aulas com desafios, oportunidades de participação, metas e muita criatividade para encontrar novas soluções para antigos problemas.

6.Aprenda a lidar com a tecnologia

A onipresença da tecnologia exige que o professor do futuro esteja preparado para lidar com ela dentro e fora da sala de aula. E as escolas estão investindo pesado em novas tecnologias, pois sabem que é uma forma eficiente de atrair a atenção dos alunos e tornar o ritmo das aulas mais agradável, a fim de proporcionar um ensino de excelência com a otimização de tempo e recursos.

Para se ter uma ideia, quando se pensa nas tendências da educação, jamais podemos desconsiderar o crescimento exponencial da gamificação e como isso tem impactado o ensino da geração Millennial. Inserir a linguagem de programação em sala de aula, por exemplo, permite que os alunos desenvolvam o lado cognitivo e o socioemocional, com o intuito de resolver problemas de modo mais eficiente.

7. Seja um curador de conteúdo

As tecnologias criam e inovam o processo de aprendizagem, mas isso se torna possível quando a proposta pedagógica, a linguagem e o formato do conteúdo permitem o uso da tecnologia na sala de aula.

Tendo como base o uso dessas tecnologias e sabendo do vasto potencial da internet, os professores devem agir como curadores em vez de apenas mestres de ensino, ou seja, precisam ter a aptidão de montar, supervisionar, executar e revisar o material entregue aos alunos. É interessante proporcionar não só uma aula, mas uma experiência de aprendizagem em que todos saiam ganhando.

Basicamente, para colocar a curadoria de conteúdo em prática, é necessário pesquisar o que pode ser relevante em determinada matéria, organizar os arquivos e contextualizar isso na aula.

É possível pensar na apresentação dos conteúdos de algumas matérias por meio de vídeos educacionais e podcasts. O importante aqui é combinar as estratégias de ensino com uma linguagem mais próxima dos estudantes. O curriculum as a service é um recurso que pode colaborar para este trabalho.

8. Trabalhe o pensamento crítico dos alunos

O professor do futuro deve ter em mente que muito mais do que apenas passar o conteúdo presente na grade curricular, é preciso contribuir positivamente com a forma de pensar dos alunos. Com isso, estimular o raciocínio lógico e desenvolver a análise crítica faz com que crianças e adolescentes saibam lidar melhor com as diversas situações do cotidiano.

A disrupção no ensino acontece de fato quando surge uma nova linha de raciocínio e uma quebra de paradigmas da forma tradicional de lidar em sala de aula. Para que tenha noção da importância disso, a metodologia STEM é uma das maneiras de trabalhar o pensamento crítico dos alunos, pois consiste na multidisciplinaridade de matérias, a fim de aplicar os conhecimentos adquiridos em várias áreas da vida.

9. Faça uso das metodologias ativas de ensino

O planejamento escolar do professor do futuro não será possível sem a inclusão das metodologias ativas de ensino. Elas vieram para atribuir aos alunos o papel de protagonistas ativos na construção do conhecimento. Com isso, espera-se que eles consigam aprender de forma participativa, autônoma e personalizada.

Esse tipo de ensino personalizado não significa um caminho desenvolvido para cada aluno. A ideia é que, juntos, alunos e professores possam construir caminhos personalizados de aprendizagem.

E novamente a tecnologia vem desempenhar um importante papel nesse processo, promovendo a união entre os mundos real e virtual, ampliando as possibilidades da sala de aula. Além da gamificação, já apresentada anteriormente, são exemplos de metodologias ativas: a aprendizagem por pares (peer instruction), a aprendizagem baseada em problemas (problem based learning) e a sala de aula invertida (flipped classroom).

10. Estimule o empreendedorismo

A promoção da autogestão de aprendizagem das metodologias ativas pode ser o caminho para o professor do futuro desenvolver também a educação empreendedora.

Ao estimular atividades que sejam comuns à vida dos empreendedores de sucesso, esses educadores constroem uma aula dinâmica, colaborativa e inovadora, com os requisitos básicos para que os alunos possam ter um bom desempenho na carreira. Propor esse diálogo no ambiente escolar ajuda as crianças e os adolescentes a terem visão de futuro, a serem flexíveis e a lidarem com os desafios com mais facilidade.

Você conheceu neste artigo 10 competências essenciais para o professor do futuro. São habilidades que promovem uma melhor relação entre educador e estudantes sem deixar de lado a preocupação com a qualidade do ensino e a realidade das novas tecnologias e mercado de trabalho. Com profissionais desse tipo, sua instituição só tem a ganhar.

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