Letramento digital: você já ouviu falar sobre? Aprenda como trabalha-lo!

Você já ouviu falar em letramento digital? Veja como trabalhá-lo!

letramento digital

A aliança entre tecnologia e processo educativo é pauta de debate entre pedagogos, licenciados e outros profissionais da Educação preocupados em acompanhar a evolução da sociedade.

Afinal, a geração atual de estudantes não conhece o mundo sem tecnologia ou internet, e cada vez mais suas experiências pessoais — e profissionais — dependem de um letramento digital.

Esse conceito é familiar a você? Caso já tenha ouvido falar dele, sabe mesmo aplicá-lo em suas estratégias educativas? Após ler este texto, a sua resposta para essas perguntas será positiva. Continue lendo e confira!

O que é letramento digital

Para se entender a importância desse conceito no âmbito escolar, é necessário, primeiramente, compreendê-lo. Basicamente, ele deriva da noção de letramento já presente na educação brasileira desde 1980, mas que precisou ser aplicada ao mundo digital após o boom tecnológico vivenciado pela sociedade.

A palavra “letramento” nos remete a letras e ao processo de alfabetização (que visa à decodificação do código linguístico, ou seja, à compreensão de palavras e textos). Mas, para além de decodificar, as pessoas “letradas” compreendem o contexto das produções textuais. Sabem quando se usa cada gênero, de que forma se cria e interpreta discursos e quais são suas intenções comunicativas.

Logo, o letramento é uma “leitura do mundo”, pois é o que permite entender as diversas situações comunicativas que nos rodeiam.

Esse conceito, então, quando acompanhado do adjetivo “digital”, refere-se à capacidade de compreender as situações de leitura e escrita que acontecem no contexto tecnológico.

Qual é a importância desse processo

Se um dos objetivos da escola é educar as pessoas para que saibam se comportar no mundo, é indispensável que os alunos adquiram a capacidade de usar e interpretar, apropriadamente, os recursos digitais.

A era tecnológica já está mais do que consolidada, levando-nos a depender desses recursos para diversas atividades cotidianas — com destaque para o mercado de trabalho, visto que as competências digitais são requisito fundamental para se conseguir um emprego.

Essa dependência da tecnologia é ainda mais forte se pensamos nas gerações que já nasceram nessa era, que não conhecem outra forma de vivenciar determinadas situações a não ser com a mediação de aparelhos digitais. Portanto, as crianças e adolescentes atuais precisam aprender a usar tais ferramentas e absorver todo o conteúdo ao qual estão expostas no mundo digital.

E esse conteúdo vai além do código estático escrito: conta também com diversos códigos gráficos e dinâmicos. Assim sendo, se não souberem se guiar nesse mundo infinito de informação, eles não conseguirão usar todo o potencial comunicativo da tecnologia de forma efetiva.

Aprender a usar o que a tecnologia tem a oferecer é importante, ainda, para criar um senso crítico nos estudantes — o que é compatível com a missão da escola de formar cidadãos conscientes.

De fato, é cada vez mais fácil ter acesso a informações e solucionar dúvidas com uma simples consulta à internet. Mas, para isso, é imprescindível saber discernir entre conteúdos que têm embasamento e confiabilidade de conteúdos sem fundamento ou que tenham intenções de manipular as pessoas.

Como trabalhar o letramento digital com seus alunos

Mesmo tendo em mente, com clareza, o significado de letramento digital, muitos profissionais encontram dificuldade em efetivar práticas educativas que englobem esse conceito. Pensando nisso, veremos a seguir algumas formas de viabilizar o uso de recursos digitais na escola:

Aprender sobre as tecnologias de informação e comunicação (TICs)

Dado que o desenvolvimento de tecnologias como computadores, internet e smartphones se deu com mais força a partir dos anos 1990, vivemos um cenário em que os nascidos antes desse período ainda enfrentam dificuldade em assimilar e usar esses recursos.

O problema é que muitas pessoas dessas gerações — que hoje têm 40 anos ou mais — trabalham com educação e precisam, hoje, ensinar os seus estudantes a usar as TICs. Assim, o primeiro passo para conseguir trabalhar o letramento digital na escola é formar os professores e funcionários quanto ao uso dessas ferramentas.

Em outras palavras, é preciso letrar digitalmente os próprios profissionais de educação. Para isso, buscar cursos sobre o tema é fundamental. Fazer aulas on-line é ainda melhor, pois você já coloca em prática as suas competências digitais e se familiariza com os recursos tecnológicos que usará depois com os alunos.

Além disso, é válido pontuar que o estudo e contato com as TICs deve ser constante. A tecnologia tem caráter altamente dinâmico, o que faz com que suas ferramentas evoluam e se renovem frequentemente, demandando sempre novas aprendizagens.

Disponibilizar o equipamento necessário

Já se foi o tempo em que o letramento digital na escola era cumprido por simples aulas de informática. Hoje, crianças e adolescentes têm contato contínuo com computadores e internet fora do âmbito educacional. Muitas até aprendem a usar esses aparelhos antes mesmo de terem idade suficiente para frequentar a escola.

Assim, quando se pensa em um letramento digital efetivo, é preciso que os centros educativos ofereçam infraestrutura e equipamentos que acompanhem a evolução tecnológica.

Além de uma sala de informática, o ideal é contar também com laboratórios de robótica e salas multimídia, por exemplo, nas quais os professores possam acessar vídeos, internet e outros conteúdos interativos no momento das aulas.

O uso de tablet ou netbooks — por serem ferramentas mais compactas — também dão mais dinamicidade ao aprendizado, permitindo o manejo e a compreensão de diversos aplicativos que favorecem o processo cognitivo (sempre, é claro, com a mediação dos professores).

Criar narrativas digitais como solução educativa

A contação de histórias sempre foi um recurso de aprendizagem e entretenimento para a humanidade, desde as narrativas orais (antes do desenvolvimento da escrita) até a invenção dos livros, material-chave para o letramento tradicional. Agora, na era tecnológica, é a vez das narrativas digitais ganharem terreno nas escolas.

Trata-se de histórias publicadas na internet — devido a isso, podem ser incrementadas com recursos como áudio, vídeo, fotografia, infográficos etc. — que enriquecem a experiência e chamam a atenção dos interlocutores.

Aliás, por falar em atenção, vale lembrar que cada vez mais o ser humano diminui seu “ciclo de atenção” (tempo em que consegue manter-se focado em algo). Por isso também, a narrativa digital é uma solução eficiente na hora de transmitir conteúdos, pois consegue mostrar, em 5 ou 10 minutos, aquilo que o professor levaria 50 minutos ou 1 hora para explicar.

Incentivar a produção coletiva usando ferramentas tecnológicas

Uma das maiores contribuições da tecnologia é a capacidade de interação, instantânea ou não. E essa característica pode ser aproveitada em contextos de aprendizagem coletiva, como pesquisas em grupos e seminários.

Nem sempre os estudantes conseguem se encontrar pessoalmente para realizar suas atividades. Mesmo quando se encontram ou quando as atividades começam a ser feitas em sala de aula, é raro haver tempo suficiente para deixá-las prontas. Assim, uma boa saída é incentivá-los a usar ferramentas colaborativas para estruturar suas produções.

O Google Drive, por exemplo, permite a criação de textos, planilhas e apresentações por diversos usuários simultaneamente — e de forma gratuita. O conteúdo fica salvo on-line e pode ser editado a qualquer momento, por qualquer pessoa que receba o acesso para isso.

Outro projeto coletivo possível com o uso da tecnologia é a criação de sites ou blogs, gerenciados por alunos e/ou professores, nos quais podem ser compartilhados conteúdos pertinentes à comunidade escolar, como textos, vídeos, notícias e atividades didáticas.

Enfim, como você pôde perceber, o letramento digital é uma estratégia educativa indispensável para garantir aos seus alunos uma formação alinhada com as práticas sociais contemporâneas. As oportunidades são tão numerosas quanto as ferramentas disponíveis!

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