
Criando um Pequeno Arranjo Musical em Grupo
Alunos do 9º ano criam um pequeno arranjo musical em grupo, combinando ritmos e sons corporais ou de objetos, explorando composição coletiva.
Resumo rápido
| Ano escolar | 9º ano |
|---|---|
| Componente curricular | Arte |
| Duração estimada | 50 minutos |
| Etapas da aula | 5 etapas |
| Código(s) BNCC | EF69AR26 |
Alinhamento Curricular (BNCC)
Unidade temática
Música
Objeto de conhecimento
Composição e arranjo musical coletivo
Explorar e criar improvisações, composições e arranjos musicais, utilizando vozes, sons corporais e/ou instrumentos musicais convencionais e não convencionais, de modo individual e coletivo.
Competências gerais da BNCC trabalhadas
Feito pela Equipe Escolas Disruptivas.
Conhecimentos prévios necessários
Os alunos já devem ter tido contato com noções básicas de ritmo em aulas anteriores de Arte/Música, mesmo sem experiência formal com instrumentos musicais.
Objetivos de aprendizagem
Criar, em pequenos grupos, um arranjo musical simples combinando percussão corporal ou sons de objetos do cotidiano, organizando diferentes camadas rítmicas de forma coordenada.
Explorar diferentes fontes sonoras (corpo, objetos) para criar padrões rítmicos simples
Combinar diferentes padrões rítmicos em camadas simultâneas dentro de um grupo
Apresentar um pequeno arranjo musical coletivo com início, desenvolvimento e final definidos
Materiais necessários

Passo a passo da aula
Introdução: seu corpo já é um instrumento
6 minutosPeça que a turma experimente, todos juntos, três sons corporais diferentes: palma, batida no peito, e estalar de dedos (ou pé no chão, se estalar for difícil para alguns). Pratique um ritmo simples repetindo esses três sons em sequência, todos juntos. Explique que hoje a turma vai criar, em pequenos grupos, um pequeno arranjo musical combinando diferentes fontes sonoras, sem necessidade de instrumentos musicais formais.
Desenvolvimento 1: explorando fontes sonoras em grupo
10 minutosDivida a turma em grupos de 4-5 alunos. Cada grupo explora livremente, por alguns minutos, diferentes fontes sonoras disponíveis (percussão corporal, objetos da sala, vozes), buscando 2-3 sons distintos e interessantes para usar no arranjo. Circule incentivando experimentação: "Tentem variar a intensidade e a velocidade do mesmo som — o que muda?".
Desenvolvimento 2: criando camadas rítmicas
17 minutosCada grupo organiza uma estrutura simples de arranjo: definir um padrão rítmico "base" (repetido do início ao fim), e uma ou duas camadas adicionais que entram em momentos diferentes, criando uma textura sonora mais rica (semelhante a como uma música tem bateria, baixo e melodia entrando em momentos diferentes). Circule ajudando os grupos a organizar quem toca o quê e quando, sugerindo, se necessário, uma estrutura simples: "Comecem só com a base, depois de 4 tempos entra a segunda camada".
Desenvolvimento 3: ensaiando a apresentação
10 minutosCada grupo ensaia seu arranjo algumas vezes, ajustando a coordenação entre os membros e definindo claramente como o arranjo começa e como termina (um sinal visual combinado, por exemplo). Circule reforçando que um final combinado e claro é tão importante quanto o conteúdo musical do meio, para que a apresentação não pareça "morrer" sem direção.
Fechamento: apresentações e escuta ativa
7 minutosCada grupo apresenta brevemente seu arranjo para a turma. Após cada apresentação, peça que 1-2 colegas de outro grupo comentem algo específico que notaram (uma camada rítmica interessante, uma boa coordenação de entradas). Encerre reforçando que criar música coletivamente exige tanto criatividade individual quanto escuta atenta e coordenação com o grupo.
Diferenciação e inclusão
Para alunos com deficiência auditiva, permita participação através da percepção de vibração (mão sobre uma superfície que vibra com o som) e da coordenação visual dos sinais combinados de início e fim do arranjo, garantindo papel ativo mesmo sem depender exclusivamente da percepção sonora direta. Para alunos com maior dificuldade de coordenação rítmica, atribua um papel mais simples dentro do arranjo (um som único repetido em pontos marcados visualmente por um colega), mantendo participação plena sem exigir complexidade rítmica além do conforto do aluno. Para alunos mais avançados, incentive que proponham uma variação dinâmica (mais forte, mais fraco) ao longo do arranjo, como desafio extra de expressividade musical.
Como avaliar
Observe, no Desenvolvimento 1, se os grupos exploram genuinamente diferentes fontes sonoras antes de fixar suas escolhas. No Desenvolvimento 2, avalie se conseguem organizar camadas rítmicas coordenadas, mesmo que simples. No Desenvolvimento 3, verifique se o grupo consegue ensaiar e estabelecer um início e fim claros para a apresentação. No fechamento, avalie a qualidade da escuta ativa demonstrada nos comentários sobre as apresentações dos colegas, não apenas a qualidade técnica musical do próprio arranjo do aluno.
| Critério | O que observar |
|---|---|
| Exploração de fontes sonoras | O grupo explora genuinamente diferentes sons antes de definir sua composição. |
| Organização de camadas rítmicas | O grupo organiza pelo menos duas camadas rítmicas coordenadas no arranjo. |
| Estrutura clara de início e fim | O grupo estabelece um início e um final claros e combinados para a apresentação. |
| Escuta ativa nas apresentações | O aluno oferece um comentário específico e observador sobre a apresentação de outro grupo. |

Atividade de extensão
Peça que os alunos observem, em casa, um som do cotidiano (uma torneira pingando, passos, uma porta rangendo) e pensem em como esse som poderia ser incorporado a um arranjo musical, trazendo essa ideia para compartilhar e, possivelmente, incorporar em uma apresentação futura.
Conexões interdisciplinares
Esta aula se conecta com Matemática, na organização de padrões rítmicos regulares (contagem de tempos, repetição), e com Ciências, ao retomar conceitos de propagação sonora estudados em outras aulas. Também dialoga fortemente com temas de trabalho em equipe e escuta ativa trabalhados transversalmente pela BNCC, já que a criação musical coletiva depende diretamente da capacidade de coordenação e atenção ao outro dentro do grupo.
Para saber mais
Trabalhar composição musical usando percussão corporal e objetos do cotidiano, em vez de depender exclusivamente de instrumentos musicais formais (que muitas escolas não possuem em quantidade suficiente), democratiza o acesso à experiência de criação musical coletiva, alinhado ao princípio da BNCC de que toda linguagem artística deve ser experimentada de forma prática, não apenas teórica ou apreciativa. Além do valor artístico direto, essa atividade desenvolve competências socioemocionais importantes — coordenação em grupo, escuta atenta ao outro, negociação criativa de ideias — que se transferem para além da aula de Arte, tornando a experiência de "fazer música juntos" uma vivência de cooperação tão valiosa quanto o resultado sonoro final produzido pelo grupo.
Referências: BNCC (Base Nacional Comum Curricular, 2018)
Perguntas frequentes sobre esta aula
Preciso ter formação musical para conduzir essa aula?+
Não é necessário. A aula é estruturada para que os próprios alunos explorem e organizem os padrões rítmicos, com você atuando mais como facilitador de organização de tempo e coordenação de grupo do que como especialista musical técnico.
O que fazer se um grupo tiver muita dificuldade em se coordenar ritmicamente?+
Simplifique a estrutura para apenas duas camadas em vez de três, e ofereça um padrão-base mais simples e repetitivo (como um som a cada dois tempos), reduzindo a complexidade de coordenação exigida sem eliminar a experiência de composição coletiva.
Como evitar que a sala fique excessivamente barulhenta com vários grupos ensaiando ao mesmo tempo?+
Se possível, distribua os grupos em cantos distantes da sala ou em espaços adicionais disponíveis (corredor, pátio), e estabeleça um sinal combinado (como abaixar as luzes) para que todos façam uma pausa quando necessário, retomando a ordem da aula.
É válido incluir letra ou apenas som instrumental/percussivo no arranjo?+
Ambas as opções são válidas. Se algum grupo quiser incluir uma frase falada ou cantada curta como parte do arranjo, isso enriquece a atividade, mas não é obrigatório — o foco central da aula está na organização rítmica em camadas, com ou sem elemento vocal melódico.
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