boliche infantil educação: crianças bem pequenas jogando boliche com garrafas em sala de aula

Contando ao jogar boliche

Aula de contagem no boliche para crianças bem pequenas, explorando números, movimento e diversão.

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Resumo rápido

Ano escolarCreche
Componente curricularMatemática
Duração estimada30 minutos
Etapas da aula5 etapas
Código(s) BNCCEI02ET04 · EI02CG02

Alinhamento Curricular (BNCC)

Unidade temática

Espaços tempos quantidades relações e transformações

Objeto de conhecimento

Contagem de quantidades pequenas e experiência com números durante brincadeira lúdica

EI02ET04EI02CG02

EI02ET04 - Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc. em contextos diversos. EI02CG02 - Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo.

Competências gerais da BNCC trabalhadas

1 — Conhecimento2 — Pensamento científico, crítico e criativo4 — Comunicação

Feito pela Equipe Escolas Disruptivas.

Conhecimentos prévios necessários

As crianças devem ter familiaridade com números até 3 ou 4 (reconhecer e nomear pequenas quantidades), experiência com movimento e manipulação de objetos, e vivência em atividades coletivas estruturadas.

Objetivos de aprendizagem

Desenvolver a habilidade de contagem oral de quantidades pequenas através de uma brincadeira motora significativa e prazerosa.

Contar oralmente pinos ou garrafas derrubados durante o jogo do boliche

Associar quantidade com número falado e reconhecer pequenas quantidades

Desenvolver habilidades motoras grossas ao lançar uma bola em direção aos pinos

Materiais necessários

6 a 8 garrafas plásticas vazias ou pinos de boliche infantil1 bola de espuma ou bola macia (tamanho apropriado para mãos pequenas)Fita adesiva ou giz para marcar a linha de lançamentoTapete ou colchonete para delimitar a área de jogoImagens com números de 1 a 5 (opcional, para apoio visual)
contagem no boliche: criança arremessando bola em direção aos pinos durante brincadeira matemática

Passo a passo da aula

1

Introdução e exploração

5 minutos

Sente-se em roda com as crianças e apresente os pinos (garrafas vazias) de forma lúdica. Deixe-as explorar os materiais, segurá-los, mexer neles. Peça para que toquem, virem de cabeça para baixo e façam barulho ao derrubarem. Essa exploração sensorial é fundamental para a idade. Depois, organize os pinos em pé na área de jogo (dentro de um tapete ou marcado com fita) e coloque-se junto com elas. Diga: "Vamos jogar boliche? Quando você derruba os pinos, vamos contar quantos caíram!" Demonstre uma ou duas vezes de forma exagerada e divertida, como um modelo lúdico do que vai acontecer.

2

Desenvolvimento 1 - Primeiro turno coletivo

8 minutos

Convide a primeira criança a se posicionar atrás da linha de lançamento (marcada no chão). Ela lança a bola em direção aos pinos. Nesse momento, toda a turma observa e comemora! Depois da bola atingir os pinos, a criança se aproxima e, com a ajuda do professor, conta os pinos derrubados em voz alta. O professor aponta cada pino enquanto diz o número correspondente: "Um... dois... três! Caíram três pinos!" As demais crianças repetem a contagem junto. Recolha os pinos derrubados e coloque-os de pé novamente (ou peça ajuda a outras crianças). Repita com 2 ou 3 crianças diferentes para manter o ritmo e o interesse.

3

Desenvolvimento 2 - Pequenos grupos em revezamento

12 minutos

Divida o grupo em dois pequenos círculos. No primeiro, as crianças fazem a atividade do boliche (uma por vez, lança e conta). No segundo círculo, as crianças fazem uma atividade complementar: apontar para imagens com números de 1 a 5 que você coloca no chão, bater palmas a quantidade de vezes indicada no número, ou simplesmente explorar e contar objetos pequenos (blocos, botões seguros). Após 6 minutos, os grupos trocam de estação. Isso mantém todas as crianças engajadas e aproveita melhor o tempo. No primeiro grupo, alterne: alguns lançam e contam, outros servem como "resgatadores de pinos" (ajudam a recolher e organizar). Sempre conte em voz alta junto com a criança; nunca deixe a contagem apenas com ela — a modelagem adulta é essencial nessa faixa etária.

4

Desenvolvimento 3 - Variação e desafio leve

3 minutos

Para aumentar o engajamento, introduza uma pequena variação: "Agora vamos tentar chutar a bola com o pé!" ou "Vamos lançar com as duas mãos!" Isso traz novidade e movimento. Cada criança experimenta uma vez, e novamente toda a turma conta juntos quantos pinos caíram. Mantenha o tom alegre e recompensador. Se nota cansaço, encurte essa etapa ou passe direto ao fechamento. A qualidade da atenção é mais importante que preencher o tempo.

5

Fechamento e celebração

2 minutos

Reúna todas as crianças em roda, novamente sentadas. Recapitule de forma oral e gestual: "Hoje a gente jogou boliche! Derrubamos os pinos... e a gente CONTOU!" Aponte para cada criança que jogou e peça: "Você lembra quantos pinos você derrubou?" Não importa se acerta ou não — o objetivo é reforçar a memória do que aconteceu. Faça gestos com os dedos para representar as quantidades (levante 2 dedos, depois 3, depois 1) enquanto vocês brincam de repetir juntos. Termine com palmas e abraços. Deixe claro que essa atividade pode ser repetida em outro dia.

Diferenciação e inclusão

Para crianças com dificuldade motora ou que não conseguem lançar a bola com força, coloque os pinos mais próximos da linha de lançamento ou permita que rolem a bola em vez de lançarem. Para crianças com deficiência visual, use pinos que façam barulho quando caem (garrafas com grãos dentro) e conte sempre em voz alta, enfatizando sons. Para quem tem dificuldade de audição, use sinais visuais — levante dedos para cada quantidade, aponte para números ou imagens. Crianças que ainda não conseguem contar podem simplesmente observar o professor contando e ouvir a sequência numérica repetidas vezes — a repetição modelada é aprendizagem nessa idade. Permita que crianças mais tímidas ou com ansiedade maior fiquem observando primeiro, sem pressão de jogar; muitas participarão espontaneamente após ver colegas. Tenha sempre um adulto ou colega de apoio próximo para crianças que precisam de maior acompanhamento motriz ou emocional.

Como avaliar

A avaliação é predominantemente observacional e formativa. O professor observa durante o jogo quais crianças conseguem contar de 1 a 3 ou mais, identificar quantidades pequenas derrubadas e repetir a sequência numérica junto. Registre (mentalmente ou em breves anotações) se a criança: (1) acompanha a contagem repetindo números; (2) consegue coordenar o lançamento da bola (mesmo que com dificuldade); (3) mantém atenção e interesse na atividade. Não há resposta correta ou errada — o que importa é o envolvimento, a exposição à linguagem matemática (contagem) e o prazer da brincadeira. Se uma criança não consegue contar mas acompanha o movimento de pinos caindo e escuta a contagem, ela está aprendendo. Use a informação coletada para planejar futuras atividades de contagem com maior ou menor complexidade.

CritérioO que observar
Acompanha e repete contagemCriança repete números enquanto professor conta ou tenta contar junto, mesmo que não em sequência perfeita
Participa da atividade motoraCriança tenta arremessar, chutar ou rolar a bola em direção aos pinos com ou sem sucesso
Mantém atenção e interesseCriança permanece observando, esperando sua vez ou fazendo a atividade complementar sem dispersão significativa
Identifica quantidades pequenasCriança consegue apontar ou nomear pequenas quantidades de pinos (até 3 ou 4) com apoio visual e gestual do professor

Atividade de extensão

Sugira que as famílias façam contagem simples em casa durante brincadeiras cotidianas: contar degraus ao subir escadas, contar garfos ao colocar na mesa, contar objetos enquanto guardam brinquedos. Deixe uma folha com ilustrações de números de 1 a 5 para a criança levar para casa e explorar com a família.

Conexões interdisciplinares

Esta atividade conecta-se naturalmente com o campo de experiência 'Corpo gestos e movimentos', pois envolve lançamento, deslocamento e controle motor. Também dialoga com 'O eu o outro e o nós', já que é uma brincadeira coletiva que promove turno, observação de colegas e celebração conjunta. A dimensão sonora está presente quando garrafas caem e fazem barulho, conectando-se a 'Traços sons cores e formas'. Além disso, ao contar, a criança desenvolve linguagem oral ('Escuta fala pensamento e imaginação'), pois nomeia quantidades, repete sequências numéricas e participa de diálogos sobre o que viu.

Para saber mais

A contagem em crianças bem pequenas não é simplesmente memorização de uma sequência — é o desenvolvimento gradual da compreensão de quantidade e cardinalidade. Estudos consagrados em educação infantil mostram que crianças dessa faixa etária aprendem números melhor quando estão contextualizados em atividades significativas e prazerosas. O jogo do boliche oferece múltiplas camadas sensoriais e motoras que tornam a contagem memorável: o movimento de lançar, o som de pinos caindo, a visualização dos pinos derrubados. Repetir a contagem em voz alta junto com a criança (modelagem) é estratégia comprovada para internalização do conceito. A criança não precisa acertar todas as contagens — o que importa é a exposição frequente, lúdica e sem pressão à sequência numérica. Com o tempo e repetidas experiências, a correspondência entre número dito e quantidade vista será consolidada.

Referências: BNCC (Base Nacional Comum Curricular, 2018)

Perguntas frequentes sobre esta aula

E se as crianças tiverem dificuldade para arremessar a bola com precisão e nenhum pino cair?+

Não é problema! Ajuste a proximidade dos pinos, use uma bola maior ou mais leve, ou permita que rolem a bola em vez de arremessarem. O objetivo é a contagem, não a habilidade de acerto. Se nenhum pino cair, conte quantos ficaram em pé — a contagem acontece mesmo assim.

Como manter todas as crianças engajadas durante o jogo se cada uma joga uma vez?+

Use a estratégia de duas estações: enquanto alguns jogarão boliche, outros fazem atividade complementar de contagem em outro canto (apontar números, bater palmas, contar objetos). Reveze após alguns minutos. Isso reduz tempo de espera e mantém o envolvimento geral.

Qual é a faixa etária ideal e como adaptar para crianças mais velhas dentro do mesmo grupo?+

É ideal para 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses. Para crianças mais velhas (próximas de 4 anos), desafie a contar até números maiores (até 6 ou 7), peça que guardem na memória quantos pinos caíram e comparem com outras tentativas. Crianças mais novas começam apenas observando e repetindo a contagem.

E se não houver pinos de boliche ou garrafas? Há substitutos seguros?+

Sim! Use rolos de papel higiênico vazios, latas de alumínio vazias e bem limpas, potes de iogurte plástico, ou até caixas de leite limpas. O importante é que sejam seguros, não tóxicos e que caiam facilmente quando atingidos pela bola.

Como registrar e acompanhar o progresso em contagem se o feedback é principalmente observacional?+

Crie uma simples planilha ou caderno com nomes das crianças e anote semanalmente: consegue contar 1-3? Consegue contar 1-5? Repete a contagem do professor? Com o tempo, esses registros mostram quem avançou. Fotos ou vídeos curtos também documentam progresso.

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