
Adição e subtração com material dourado
Aula prática de adição e subtração usando material dourado para construção de conceitos matemáticos concretos.
Resumo rápido
| Ano escolar | 2º ano |
|---|---|
| Componente curricular | Matemática |
| Duração estimada | 50 minutos |
| Etapas da aula | 5 etapas |
| Código(s) BNCC | EF02MA04 · EF02MA05 · EF02MA06 |
Alinhamento Curricular (BNCC)
Unidade temática
Números e Operações
Objeto de conhecimento
Construção de fatos fundamentais da adição e subtração
Construir fatos fundamentais da adição e subtração e utilizá-los no cálculo mental ou escrito. Resolver e elaborar problemas de adição e subtração, envolvendo números de até três ordens, com os significados de juntar, acrescentar, separar, retirar, utilizando estratégias pessoais ou convencionais.
Competências gerais da BNCC trabalhadas
Feito pela Equipe Escolas Disruptivas.
Conhecimentos prévios necessários
Reconhecimento de números até 100, compreensão inicial de quantidade e contagem, noção básica de agrupamento. Os alunos devem estar familiarizados com a contagem até pelo menos 50 e ter vivenciado atividades de manipulação de pequenos objetos.
Objetivos de aprendizagem
Desenvolver a compreensão de adição e subtração como operações concretas utilizando o material dourado como ferramenta de visualização e manipulação.
Compreender a operação de adição como junção de grupos usando representação concreta
Compreender a operação de subtração como retirada ou separação usando representação concreta
Registrar adições e subtrações com símbolos numéricos após experiência concreta
Resolver problemas simples de adição e subtração com apoio do material dourado
Materiais necessários

Passo a passo da aula
Introdução — Exploração sensorial do material dourado
8 minutosO professor distribui o material dourado aos alunos sentados em grupos de 4 e propõe uma exploração livre e sensorial de alguns minutos. As crianças tocam, manipulam, contam os cubinhos das barras, observam as placas, conversam sobre o que encontram. O professor circula, ouve as observações e faz perguntas provocativas: 'Quantos cubinhos tem em uma barra? Se juntarmos duas barras, quantos cubinhos teremos?' O objetivo dessa fase é familiarizar os alunos com o material e despertá-los para a ideia de quantidade e agrupamento, criando um ambiente lúdico e de curiosidade. Isso reduz a ansiedade e torna a aprendizagem mais natural.
Desenvolvimento 1 — Adição com material dourado (demonstração e prática guiada)
15 minutosO professor, em grande grupo ou apoiado por um cartaz visível, apresenta um problema concreto de adição: 'Tenho 3 cubinhos e vou acrescentar 2 cubinhos. Quantos cubinhos tenho agora?' Manipula o material frente aos alunos, mostrando a ação: coloca 3 cubinhos em um lado, coloca 2 cubinhos ao outro lado, depois reúne tudo e conta junto com a turma. A seguir, registra no quadro: 3 + 2 = 5, explicando os símbolos. Em seguida, cada grupo recebe um novo problema: 'Vocês têm 4 cubinhos. Vou dar mais 3 para cada grupo. Quantos ficam?' Os alunos manipulam, contam, e o professor passa em cada mesa para ouvir o raciocínio. Após a ação concreta, pede que registrem a operação em suas folhas ou cadernos. Repete com 2-3 problemas diferentes, variando a quantidade para construir fluência. O progressivo da manipulação para o registro simbólico é fundamental para a consolidação do conceito.
Desenvolvimento 2 — Subtração com material dourado (demonstração e prática guiada)
15 minutosO professor apresenta um problema de subtração: 'Tenho 7 cubinhos. Vou tirar 2 cubinhos. Quantos ficam?' Manipula o material mostrando claramente a ação de retirada: coloca 7 cubinhos visíveis, retira 2, conta o que ficou. Registra no quadro: 7 − 2 = 5, explicando o significado de cada símbolo. Reforça que o símbolo − significa 'tirar' ou 'retirar'. Em seguida, cada grupo recebe um novo problema: 'Vocês têm 8 cubinhos. Vou pedir que tirem 3. Quantos sobram?' Os alunos executam a ação, contam, e o professor circula observando e questionando: 'Como vocês contaram? Quantos saíram? Quantos ficaram?' Após a manipulação, pedem que registrem. Varia com 2-3 problemas para consolidar o significado de subtração como retirada. O cuidado em articular ação concreta, verbalização e registro é essencial para que a subtração não seja memorizada, mas compreendida.
Desenvolvimento 3 — Sistematização e integração com problemas mistos
10 minutosO professor apresenta 2-3 problemas que alternam adição e subtração, de forma mais rápida. Exemplo 1: 'Tenho 5 barras. Acrescento 3 barras. Quantas tenho agora?' Exemplo 2: 'Tenho 9 cubinhos. Retiro 4. Quantos ficam?' Os alunos, já familiarizados, manipulam o material, resolvem e registram. O professor aproveita para notar que alguns podem resolver mentalmente e outros ainda precisam de apoio concreto — ambas as estratégias são válidas e valorizadas. Enquanto os grupos trabalham, o professor faz observações sobre os critérios de avaliação (precisão da manipulação, contagem correta, registro adequado). Esta etapa consolida a aprendizagem ao variar contextos e operações, preparando o aluno para aplicar o conhecimento em situações novas.
Fechamento — Reflexão, síntese e brincadeira de consolidação
2 minutosO professor reúne a turma e propõe uma brincadeira rápida de consolidação: 'Vou mostrar uma quantidade com meu material. Vocês dizem se eu estou adicionando ou subtraindo.' Faz 2-3 demonstrações rápidas. Em seguida, pergunta à turma: 'Quando usamos + na matemática?' (quando juntamos, quando acrescentamos) e 'Quando usamos −?' (quando retiramos, quando tiramos). Ouve as respostas dos alunos sem correção brusca, validando as idéias. Finaliza dizendo que 'vocês aprenderam hoje a usar o material dourado para entender como funciona a adição e a subtração' e que 'pratiquem em casa contando seus brinquedos ou objetos, juntando e tirando, para ficar ainda melhor nisso.' Esse encerramento leve garante que os alunos saiam da aula com sensação de êxito e compreensão inicial consolidada.
Diferenciação e inclusão
Para alunos com dificuldades de manipulação ou coordenação motora, ofereça material dourado ampliado (cubos maiores) ou caixas com peças pré-separadas para reduzir a necessidade de manipulação fina. Alunos com deficiência intelectual ou atraso cognitivo podem trabalhar com quantidades menores (até 5) e apenas uma operação por dia, com apoio individual do professor ou monitor. Para alunos que já dominam a operação concreta, proponha desafios: 'Você consegue fazer adição/subtração de duas operações em sequência?' (por exemplo: 2 + 3 − 1) ou registre os problemas já em forma de equação incompleta (3 + ? = 5), estimulando o pensamento reverso. Alunos com hipersensibilidade tátil podem usar pinças de pegar alimentos ou manipular o material com luva, garantindo inclusão sem pressão. Sempre respeite o ritmo individual e evite comparações públicas entre alunos, reforçando que cada um aprende no seu tempo.
Como avaliar
A avaliação ocorre por observação contínua durante as etapas de prática: o professor circula pelos grupos, observa se os alunos manipulam o material corretamente, se fazem a contagem de forma precisa, se conseguem conectar a ação concreta ao símbolo escrito (+, −, =) e se resolvem os problemas apresentados. Um instrumento prático é solicitar que o aluno resolva 2-3 problemas novos (não praticados antes) usando o material dourado e registrando a operação no papel. O professor observa: (1) se a ação concreta responde ao problema (adiciona quando pede para juntar, subtrai quando pede para tirar); (2) se a contagem está correta; (3) se o registro simbólico corresponde à ação realizada. Também pode usar uma folha de registro com desenhos ou símbolos para verificar compreensão de forma menos formal. Erros na contagem ou interpretação da operação não indicam fracasso — indicam necessidade de retomada com mais exemplos concretos. Registre observações qualitativas ('João manipula corretamente, falta melhorar o registro') para próximas aulas.
| Critério | O que observar |
|---|---|
| Manipulação correta do material | Aluno separa ou agrupa as peças de forma coerente com o problema e realiza a ação concreta (juntar para adição, retirar para subtração) com intencionalidade. |
| Contagem precisa | Aluno aponta e conta cada cubinho/barra uma única vez, chegando ao total correto sem omissões ou dupla contagem. |
| Registro simbólico correspondente | Aluno registra a operação em símbolos (+, −, =) e números que correspondem corretamente à ação realizada no material (ex: escreve 3+2=5 após juntar 3 e 2 cubinhos). |
| Compreensão do significado das operações | Aluno, ao resolver um novo problema, escolhe manipular adição ou subtração sem indicação do professor, mostrando compreensão de quando juntar versus quando retirar. |
Atividade de extensão
Proponha aos alunos que façam um desafio em casa: contem um grupo de objetos (brinquedos, lápis, alimentos), juntem com outro grupo e registrem a adição; depois, tirem alguns itens desse grupo e registrem a subtração. Podem desenhar ou colar figuras no caderno para comunicar à turma na aula seguinte. Alternativa: criar um livro de problemas ilustrado onde cada criança desenha ou cola figuras mostrando uma adição e uma subtração, criando um acervo coletivo de problemas da turma.
Conexões interdisciplinares
Esta aula conecta-se com Língua Portuguesa ao trabalhar a oralidade e comunicação de raciocínio matemático: alunos verbalizam o que fizeram com o material, explicam suas estratégias e ouvem a dos colegas, desenvolvendo vocabulário matemático (juntar, retirar, adicionar, subtrair, igual). Conecta-se também com Artes ao explorar cores e formas do material dourado e ao representar visualmente as operações em desenhos. Com Ciências, há relação quando se trabalha agrupamento, classificação e ordem de objetos. Com Educação Física, pode-se propor brincadeiras corporais de adição/subtração: 'Formem grupo de 3, juntem com outro grupo de 2, quantos ficam?' Essas conexões tornam a aprendizagem mais integrada e significativa, ajudando o aluno a ver a matemática como ferramenta presente em múltiplos contextos.
Para saber mais
O uso de material manipulável na aprendizagem matemática alinha-se ao construtivismo pedagógico, que propõe que a criança constrói conhecimento por meio da ação concreta sobre objetos. O material dourado, especificamente, respeita a progressão de Bruner (concreto, pictórico, abstrato), permitindo que o aluno vivencie a operação antes de trabalhar com símbolos. Quando uma criança junta 3 cubinhos com 2 e vê concretamente que ficam 5, ela vivencia a adição de forma significativa, não apenas memoriza. Isso cria raízes firmes para cálculo mental e resolução de problemas futuros. A manipulação também ativa múltiplas vias sensoriais (tátil, visual, auditiva durante a verbalização), reforçando sinapses neurais e melhorando retenção. Além disso, o trabalho em grupo com material concreto favorece verbalização e cooperação, competências sociais relevantes para o desenvolvimento integral.
Referências: BNCC (Base Nacional Comum Curricular, 2018)
Perguntas frequentes sobre esta aula
Tenho poucos kits de material dourado. Posso usar outro material substituto?+
Sim. Use palitos de sorvete agrupados com elástico (substituindo barras), moedas, feijões, botões ou blocos de montar. O importante é que o material seja manipulável, contável e permita agrupamento visual claro. Certifique-se de que é seguro (sem partes pequenas destacáveis) e que permite visualizar a diferença entre quantidades.
Alguns alunos terminam muito rápido. O que fazer para mantê-los engajados?+
Proponha desafios progressivos: operar com quantidades maiores, resolver operações encadeadas (2+1−1), criar seus próprios problemas no material para os colegas resolverem, ou estimar resultados antes de manipular. Vire 'problemas investigativos': 'Qual é o maior número que consigo fazer com essas barras?'
Como registro a aprendizagem para comunicar aos pais/responsáveis?+
Tire fotos ou vídeos breves dos alunos manipulando o material e resolvendo problemas. Documente no caderno ou portfólio: foto da manipulação + o registro escrito feito pela criança. Isso mostra processo e resultado. Escreva observações como: 'João manipula corretamente, realiza contagem com precisão, registra a operação adequadamente.' Comunique progresso, não apenas erros.
Qual é o tempo mínimo para a criança consolidar adição e subtração com material concreto?+
Não há prazo fixo. A maioria dos alunos de 2º ano precisa de 3-4 aulas com material concreto antes de transitar para pictórico/simbólico, mas alguns precisam de mais tempo. Responda ao ritmo individual. Uma aula bem estruturada planta a semente; a consolidação ocorre com prática repetida em dias/semanas seguintes.
Um aluno comete erros na contagem. Devo interromper ou deixar terminar?+
Deixe terminar a ação. Depois, questione com curiosidade: 'Conta comigo de novo.' Se o erro persiste, reduza a quantidade (5 em vez de 10) e conte junto, apontando cada peça. Erros em contagem indicam necessidade de prática, não incapacidade. Trabalhe com paciência e positividade.
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