
Brincadeiras de Faz de Conta e Mágica
Crianças bem pequenas exploram movimentos de imitação em brincadeiras de faz de conta com elementos de mágica.
Resumo rápido
| Ano escolar | Creche |
|---|---|
| Componente curricular | Educação Física |
| Duração estimada | 30 minutos |
| Etapas da aula | 5 etapas |
| Código(s) BNCC | EI02CG03 · EI02EO06 · EI02CG01 |
Alinhamento Curricular (BNCC)
Unidade temática
Campo de experiência: Corpo, gestos e movimentos; O eu, o outro e o nós
Objeto de conhecimento
Movimento corporal em brincadeiras de imitação e faz de conta
Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações; respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras; apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
Competências gerais da BNCC trabalhadas
Feito pela Equipe Escolas Disruptivas.
Conhecimentos prévios necessários
Não é necessário conhecimento prévio formal; a atividade parte da capacidade natural de imitação e faz de conta já presente nas crianças dessa faixa etária.
Objetivos de aprendizagem
Explorar movimentos corporais variados por meio de brincadeiras de imitação e faz de conta com elementos mágicos simples.
Imitar movimentos propostos pelo educador ou por um colega
Participar de uma brincadeira coletiva de faz de conta seguindo combinados simples
Experimentar diferentes formas de deslocamento (pular, girar, andar devagar)
Materiais necessários

Passo a passo da aula
Introdução ao faz de conta
5 minutosO educador apresenta um objeto simples (um lenço ou chapéu) como "objeto mágico" e explica de forma lúdica que, ao tocar nele, cada criança vai se transformar em algo diferente — um passarinho, uma bailarina, um robô — despertando a curiosidade do grupo para a brincadeira que vem a seguir.
Primeira rodada de transformações
10 minutosO educador toca o objeto mágico em si mesmo primeiro, demonstrando um movimento (por exemplo, voar como passarinho, saltando e abrindo os braços), e depois passa por cada criança "transformando-a" e sugerindo um movimento diferente para cada uma, que devem imitar livremente pelo espaço, sem correr, sempre orientadas pelo educador sobre o limite do espaço disponível.
Brincadeira em dupla
8 minutosO educador forma pequenas duplas e propõe que uma criança "transforme" a outra tocando de leve no ombro e sugerindo um movimento simples para o colega imitar, alternando os papéis em seguida, promovendo tanto a imitação quanto a espera da vez de forma natural dentro da brincadeira.
Grande transformação coletiva
5 minutosTodo o grupo é "transformado" ao mesmo tempo em um único bicho ou personagem combinado coletivamente antes da rodada, e todos se movimentam juntos pelo espaço imitando esse personagem, reforçando o senso de pertencimento ao grupo durante a brincadeira coletiva.
Fechamento e volta ao normal
2 minutosO educador anuncia que a mágica está acabando e toca o objeto em cada criança "transformando-a de volta", encerrando a atividade com uma respiração calma em roda para acalmar o grupo após o movimento.
Diferenciação e inclusão
Para crianças com timidez em relação à imitação em frente ao grupo, permitir que participem observando primeiro e se juntando à brincadeira quando se sentirem confortáveis, sem forçar a participação ativa imediata. Para crianças com maior necessidade de apoio motor, o educador pode segurar a mão da criança durante os movimentos de deslocamento, adaptando a intensidade do movimento proposto.
Como avaliar
Observação da participação da criança nas rodadas de imitação (individual, em dupla e coletiva), registrando se ela consegue reproduzir, mesmo que de forma aproximada, o movimento sugerido, e como interage com o colega durante a brincadeira em dupla, respeitando a espera da vez.
| Critério | O que observar |
|---|---|
| Participação na imitação | A criança tenta reproduzir o movimento sugerido, mesmo que de forma aproximada ou parcial. |
| Espera da vez em dupla | A criança consegue esperar sua vez de "transformar" o colega sem interromper a atividade. |
| Engajamento coletivo | A criança participa da transformação em grupo, movimentando-se junto aos colegas. |
Atividade de extensão
Criar uma "caixa mágica" com objetos variados (fantasias simples, acessórios) disponível na rotina livre para que as crianças possam continuar brincando de faz de conta em outros momentos do dia.
Conexões interdisciplinares
Conecta-se ao campo Escuta, fala, pensamento e imaginação, já que o faz de conta é uma das formas mais ricas de desenvolvimento da imaginação simbólica nessa faixa etária, além de estimular a linguagem ao nomear os personagens e movimentos durante a brincadeira.
Para saber mais
Brincadeiras de faz de conta com um elemento lúdico como um "objeto mágico" ajudam a engajar crianças pequenas em atividades de imitação motora que, sem esse elemento simbólico, poderiam parecer apenas exercícios repetitivos. O faz de conta é reconhecido como uma das principais vias de desenvolvimento cognitivo e social na primeira infância, pois permite à criança experimentar papéis e movimentos fora de sua experiência cotidiana direta.
Referências: BNCC (Base Nacional Comum Curricular, 2018)
Perguntas frequentes sobre esta aula
E se algumas crianças não quiserem ser tocadas pelo objeto mágico?+
Respeite sempre a recusa. Ofereça a alternativa de a criança escolher seu próprio movimento sem o toque do objeto, ou de observar a rodada antes de participar. Forçar o contato físico pode gerar desconforto e afastar a criança da brincadeira em vez de engajá-la.
A brincadeira funciona com turmas grandes ou só com poucas crianças?+
Funciona melhor com grupos pequenos a médios (até 10-12 crianças), já que o educador precisa "transformar" cada uma individualmente na primeira rodada. Para turmas maiores, considere dividir em dois grupos menores ou pular direto para a transformação coletiva, mais rápida de aplicar.
Posso usar essa atividade para acalmar a turma depois de um momento agitado?+
Sim, mas ajuste o ritmo: proponha transformações mais calmas (borboleta voando devagar, tartaruga andando devagar) em vez de movimentos rápidos, e finalize sempre com a respiração calma sugerida no fechamento, que funciona bem como transição para uma atividade mais tranquila em seguida.




