
Contando uma História com Teatro de Fantoches
Crianças bem pequenas assistem e participam de uma pequena encenação com fantoches, ampliando a comunicação e o vocabulário.
Resumo rápido
| Ano escolar | Creche |
|---|---|
| Componente curricular | Língua Portuguesa |
| Duração estimada | 30 minutos |
| Etapas da aula | 5 etapas |
| Código(s) BNCC | EI02EO04 · EI02EF05 |
Alinhamento Curricular (BNCC)
Unidade temática
Campo de experiência: O eu, o outro e o nós; Escuta, fala, pensamento e imaginação
Objeto de conhecimento
Comunicação e relato de experiências por meio do teatro de fantoches
Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender; relatar experiências e fatos acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais assistidos etc.
Competências gerais da BNCC trabalhadas
Feito pela Equipe Escolas Disruptivas.
Conhecimentos prévios necessários
Não é necessário conhecimento prévio; a atividade parte do interesse natural da criança por personagens e vozes diferentes, comum em histórias infantis.
Objetivos de aprendizagem
Assistir e participar de uma pequena encenação com fantoches, comunicando-se sobre o que foi visto.
Prestar atenção em uma pequena história contada com fantoches
Reconhecer e nomear os personagens da história
Comunicar, com apoio, o que mais gostou ou achou engraçado na encenação
Materiais necessários

Passo a passo da aula
Preparação e expectativa
5 minutosO educador organiza o espaço com as crianças sentadas de frente para o "palco" (uma cortina ou pano esticado), mostra rapidamente os fantoches que serão usados fora do teatrinho, nomeando cada personagem, para despertar a curiosidade antes de começar a encenação.
Encenação da história
10 minutosO educador conta uma história curta e simples (pode ser uma história conhecida ou inventada com começo, meio e fim claros) usando os fantoches atrás do teatrinho, variando o tom de voz para cada personagem e fazendo pausas para observar a reação das crianças, sem pressa de terminar rapidamente.
Conversa sobre a história
8 minutosTerminada a encenação, o educador mostra os fantoches novamente, um a um, e pergunta ao grupo quem era aquele personagem e o que ele fez na história, incentivando respostas com gestos, apontamentos ou palavras soltas, valorizando qualquer forma de participação como demonstração de compreensão.
Manuseio dos fantoches
5 minutosAs crianças que desejarem podem experimentar segurar e manusear os fantoches por alguns instantes, sob supervisão, tentando reproduzir algum som ou movimento do personagem, o que aproxima ainda mais a criança da experiência teatral vivida.
Fechamento
2 minutosO educador guarda os fantoches com ajuda das crianças, comentando que aquela história pode ser recontada em outro dia, encerrando com uma despedida breve de cada personagem.
Diferenciação e inclusão
Para crianças com maior sensibilidade a estímulos visuais ou sonoros inesperados, avisar com antecedência os momentos de surpresa na história e manter o volume de voz controlado. Para crianças com pouca familiaridade com esse formato de atividade, permitir que assistam de um lugar mais próximo do educador, oferecendo segurança durante a encenação.
Como avaliar
Observação da atenção da criança durante a encenação (se olha para o teatrinho, reage a mudanças de voz ou movimento) e de sua participação na conversa posterior, seja apontando o personagem correto, imitando um som ou comentando algo sobre a história de forma livre.
| Critério | O que observar |
|---|---|
| Atenção durante a encenação | A criança olha para o teatrinho e reage às mudanças de voz ou movimento dos personagens. |
| Reconhecimento de personagens | A criança aponta ou nomeia corretamente ao menos um personagem após a encenação. |
| Comunicação sobre a experiência | A criança tenta comunicar, de qualquer forma, algo que gostou ou lembrou da história. |
Atividade de extensão
Deixar os fantoches disponíveis na rotina livre da sala para que as crianças possam manusear e inventar suas próprias pequenas encenações espontâneas nos dias seguintes.
Conexões interdisciplinares
Conecta-se ao campo Traços, sons, cores e formas ao explorar a expressão vocal e corporal na criação dos personagens, e à Arte de forma geral, já que a confecção e o uso de fantoches é também uma forma de expressão artística acessível na primeira infância.
Para saber mais
O teatro de fantoches é uma ferramenta pedagógica eficaz na primeira infância porque cria uma distância segura entre a criança e temas ou emoções mais complexos, permitindo que ela processe a história através de personagens, sem se sentir diretamente exposta. Além disso, a variação de vozes e a interação com objetos animados prende a atenção da criança pequena por mais tempo do que uma narração sem apoio visual.
Referências: BNCC (Base Nacional Comum Curricular, 2018)
Perguntas frequentes sobre esta aula
Não tenho fantoches prontos, dá para fazer um em casa rapidamente?+
Sim. Uma meia velha com dois botões costurados ou colados como olhos já funciona como um fantoche simples e eficaz para essa faixa etária. O mais importante é a voz e o movimento que o educador dá ao personagem, não o acabamento visual do fantoche em si.
E se as crianças ficarem assustadas com algum personagem?+
Observe a reação do grupo logo na apresentação inicial dos personagens, antes da encenação. Se perceber desconforto, ajuste o tom de voz do personagem para algo mais suave ou substitua por um personagem mais neutro, já que o objetivo é engajamento positivo, não susto.
Preciso escrever um roteiro elaborado para a história?+
Não é necessário. Uma história simples com início, um pequeno conflito (o personagem perdeu algo, por exemplo) e um final feliz já é suficiente para essa faixa etária. Histórias muito longas ou complexas tendem a perder a atenção das crianças bem pequenas.




