
Um Jeito Especial de Dar Boas-Vindas
Crianças bem pequenas participam da criação de um ritual acolhedor para receber um novo colega ou retomar a rotina após um período afastado.
Resumo rápido
| Ano escolar | Creche |
|---|---|
| Componente curricular | Língua Portuguesa |
| Duração estimada | 20 minutos |
| Etapas da aula | 6 etapas |
| Código(s) BNCC | EI02EO03 · EI02EO04 · EI02EO02 |
Alinhamento Curricular (BNCC)
Unidade temática
Campo de experiência: O eu, o outro e o nós
Objeto de conhecimento
Criação coletiva de um ritual de acolhimento para momentos de chegada ou adaptação
Compartilhar as atividades e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos; comunicar suas necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, palavras e outras formas de expressão em situações de cuidado pessoal e interação; demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade de acolher o outro.
Competências gerais da BNCC trabalhadas
Feito pela Equipe Escolas Disruptivas.
Conhecimentos prévios necessários
As crianças já devem ter alguma experiência prévia com o momento de chegada na rotina diária da creche, ainda que sem uma proposta específica de ritual coletivo de acolhimento como a desta atividade.
Objetivos de aprendizagem
Participar da criação de um ritual acolhedor simples para receber um novo colega ou celebrar o retorno de alguém após um período afastado, fortalecendo o senso de comunidade do grupo.
Sugerir, com apoio, uma ideia simples para o ritual de boas-vindas
Participar da realização do ritual criado coletivamente
Expressar acolhimento por meio de um gesto ou palavra combinada
Materiais necessários

Passo a passo da aula
Conversa sobre boas-vindas
4 minutosO educador reúne o grupo em roda e conversa de forma simples sobre como é bom quando alguém nos recebe com carinho, perguntando às crianças como elas gostariam de receber um novo amigo ou colega que estivesse voltando depois de um tempo afastado.
Sugestões do grupo
4 minutosO educador incentiva as crianças a sugerirem ideias simples para um ritual de boas-vindas, como um aplauso especial, uma canção curta ou um gesto combinado, acolhendo as sugestões oferecidas e ajudando a formular aquelas que ainda não conseguem se expressar claramente.
Escolhendo o ritual coletivo
3 minutosO educador ajuda o grupo a escolher, entre as sugestões oferecidas, um ritual simples que será adotado pela turma, podendo combinar elementos de diferentes ideias sugeridas para criar algo que represente a participação coletiva de todas as crianças presentes.
Praticando o ritual
5 minutosO grupo pratica o ritual de boas-vindas recém-criado, simulando a chegada de um colega imaginário ou de um fantoche, repetindo a sequência algumas vezes para que todas as crianças se familiarizem com a nova tradição construída coletivamente durante a atividade.
Combinando quando usar o ritual
2 minutosO educador combina com o grupo que esse ritual será usado sempre que um novo colega chegar à turma ou quando alguém retornar depois de ficar doente ou viajar, reforçando o propósito social e afetivo dessa nova prática construída pela turma.
Fechamento e celebração
2 minutosO educador encerra a atividade celebrando a criatividade e a participação de todo o grupo na criação desse ritual especial de acolhimento, reforçando o sentimento de pertencimento e cuidado mútuo entre os colegas da turma.
Diferenciação e inclusão
Para crianças com maior dificuldade de expressar sugestões verbalmente, oferecer opções visuais simples para escolher, como imagens representando diferentes tipos de saudação, facilitando a participação na decisão coletiva do ritual. Para crianças com maior timidez em participar ativamente da encenação do ritual, permitir uma participação mais discreta, como apenas observar e aplaudir durante a prática da nova tradição criada pelo grupo.
Como avaliar
Observação da participação da criança na conversa sobre boas-vindas e na sugestão de ideias para o ritual, e de seu engajamento durante a prática do ritual coletivo criado, verificando também sua compreensão sobre quando essa nova tradição deve ser utilizada ao longo da rotina da creche.
| Critério | O que observar |
|---|---|
| Participação na conversa | A criança participa da conversa inicial sobre boas-vindas e acolhimento. |
| Contribuição com sugestões | A criança sugere ou apoia uma ideia para o ritual coletivo, com apoio. |
| Prática do ritual | A criança participa da encenação do ritual criado pelo grupo. |
| Compreensão do propósito | A criança demonstra, de alguma forma, compreender quando o ritual deve ser usado. |

Atividade de extensão
Sugerir às famílias criar um pequeno ritual de boas-vindas semelhante em casa para receber visitas ou celebrar o retorno de um familiar, ampliando essa prática de acolhimento social para outro contexto familiar do cotidiano.
Conexões interdisciplinares
Conecta-se ao campo Corpo, gestos e movimentos ao criar um gesto específico associado ao ritual de boas-vindas, e a noções iniciais de cidadania ao construir coletivamente uma prática social que valoriza o acolhimento e o cuidado com o outro dentro do grupo da creche.
Para saber mais
Envolver as próprias crianças na criação de um ritual de acolhimento, em vez de apenas receber uma prática já estabelecida pelo adulto, fortalece significativamente o senso de pertencimento e autoria do grupo sobre essa tradição, além de trabalhar de forma concreta e vivencial valores importantes como empatia e cuidado mútuo, competências socioemocionais fundamentais que a BNCC destaca como parte do desenvolvimento integral na Educação Infantil.
Referências: BNCC (Base Nacional Comum Curricular, 2018)
Perguntas frequentes sobre esta aula
O que fazer se o grupo tiver muitas ideias diferentes e não conseguir escolher uma?+
Combine elementos de duas ou três sugestões diferentes para criar um ritual mais completo, ou realize uma votação simples entre as opções favoritas, garantindo que o processo de decisão coletiva continue sendo participativo e respeitoso com as ideias de todas as crianças.
Como usar esse ritual quando realmente chegar um novo colega à turma?+
Avise previamente o grupo sobre a chegada do novo colega, se possível, e conduza o ritual já praticado anteriormente de forma natural e acolhedora, reforçando que aquele momento especial foi criado justamente para situações reais como essa vivenciada pela turma.
Esse ritual pode ser usado também para despedidas de colegas que estão saindo da creche?+
Sim, com pequenas adaptações, o mesmo espírito de ritual coletivo pode ser aplicado a despedidas, criando uma nova versão específica para esses momentos, mantendo a mesma lógica de acolhimento e reconhecimento social já trabalhada durante a atividade original.
Com que frequência devo relembrar ou praticar esse ritual com o grupo?+
Pratique ocasionalmente mesmo sem uma chegada real acontecendo, para manter a familiaridade do grupo com a sequência criada, além de sempre utilizá-lo genuinamente quando a situação real de acolhimento surgir na rotina da creche.




