
Experimentando um Jogo Tradicional de Origem Indígena
Crianças da pré-escola vivenciam um jogo tradicional de origem indígena brasileira, aprendendo sobre sua origem cultural.
Resumo rápido
| Ano escolar | Pré-Escola |
|---|---|
| Componente curricular | Educação Física |
| Duração estimada | 30 minutos |
| Etapas da aula | 5 etapas |
| Código(s) BNCC | EI03EF03 · EI03CG02 |
Alinhamento Curricular (BNCC)
Unidade temática
Campo de experiência: Corpo, gestos e movimentos
Objeto de conhecimento
Jogo tradicional de origem indígena e sua dimensão cultural
Expressar-se oralmente, ampliando progressivamente as possibilidades de comunicação; demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, ajustando-o com base em orientações recebidas, reconhecendo elementos de diferentes culturas.
Competências gerais da BNCC trabalhadas
Feito pela Equipe Escolas Disruptivas.
Conhecimentos prévios necessários
As crianças já devem ter tido contato prévio com a ideia de que existem povos indígenas no Brasil com culturas próprias, mesmo sem conhecer especificamente jogos tradicionais dessas comunidades.
Objetivos de aprendizagem
Vivenciar um jogo tradicional simples de origem indígena brasileira (como o jogo de arremesso de anéis ou peteca), conversando brevemente sobre a origem cultural dessa brincadeira.
Ouvir uma breve explicação sobre a origem cultural do jogo proposto
Experimentar o jogo tradicional seguindo as regras simples apresentadas
Participar respeitosamente da brincadeira em grupo
Materiais necessários

Passo a passo da aula
Conversando sobre a origem do jogo
6 minutosO educador reúne o grupo e conta, de forma simples e acessível, que a peteca é um brinquedo e jogo criado por povos indígenas brasileiros há muito tempo, e que ainda hoje é jogado por muitas crianças e adultos em todo o país.
Apresentando a peteca e as regras
5 minutosO educador mostra a peteca ao grupo, explicando a regra simples do jogo: bater na peteca com a mão para que ela suba no ar, sem deixá-la cair no chão, podendo jogar sozinho ou em dupla, batendo a peteca de um lado para o outro.
Brincando individualmente
8 minutosCada criança pratica bater na própria peteca, tentando mantê-la no ar o maior tempo possível. O educador circula auxiliando as crianças com mais dificuldade de coordenação, sem cobrar desempenho, apenas incentivando a tentativa.
Brincando em duplas
8 minutosAs crianças formam duplas e tentam jogar a peteca uma para a outra, cooperando para manter a peteca no ar o maior tempo possível entre a dupla, em vez de competir para ver quem "vence".
Fechamento
3 minutosO educador reúne o grupo, perguntando o que mais gostaram na brincadeira, reforçando com carinho que essa é uma tradição cultural indígena importante, ainda viva e praticada até hoje por muitas pessoas no Brasil.
Diferenciação e inclusão
Para crianças com maior dificuldade de coordenação motora para bater na peteca com precisão, permita o uso das duas mãos juntas em vez de uma mão só, ou reduza a distância entre as duplas para facilitar o sucesso na brincadeira. Para crianças mais avançadas, desafie a manter a peteca no ar por mais tempo, contando em voz alta as batidas consecutivas conseguidas.
Como avaliar
Observação do interesse da criança na conversa sobre a origem cultural indígena do jogo, de sua participação na prática individual e em dupla com a peteca, e de sua disposição para cooperar com o colega durante o jogo em dupla, sem competitividade excessiva.
| Critério | O que observar |
|---|---|
| Interesse pela origem cultural | A criança demonstra interesse na conversa sobre a origem indígena do jogo. |
| Participação na prática individual | A criança pratica bater na peteca, tentando mantê-la no ar. |
| Cooperação em dupla | A criança coopera com o colega durante o jogo em dupla, sem competitividade excessiva. |

Atividade de extensão
Sugerir às famílias que pesquisem, junto com a criança, outro jogo ou brinquedo de origem indígena brasileira, trazendo essa descoberta para compartilhar com o grupo em outro momento da rotina.
Conexões interdisciplinares
Conecta-se ao campo Corpo, gestos e movimentos ao trabalhar coordenação motora e controle de movimento na brincadeira com a peteca, e ao campo O eu, o outro e o nós ao valorizar e reconhecer a cultura indígena brasileira como parte viva e presente da identidade cultural do país, em cumprimento também à valorização da cultura indígena prevista na legislação educacional brasileira.
Para saber mais
Introduzir jogos de origem indígena na rotina da pré-escola, com uma breve contextualização cultural acessível à idade, contribui para que as crianças reconheçam desde cedo a presença viva e contínua da cultura indígena na formação da identidade brasileira, para além de uma abordagem apenas histórica e distante. Jogos como a peteca, praticados até hoje por muitas famílias brasileiras independentemente de origem étnica, ilustram concretamente como elementos culturais indígenas permanecem incorporados ao cotidiano nacional, oferecendo uma via lúdica e corporal de valorização dessa cultura, complementar a abordagens mais verbais ou visuais do tema.
Referências: BNCC (Base Nacional Comum Curricular, 2018)
Perguntas frequentes sobre esta aula
Não tenho petecas disponíveis, posso fazer uma artesanalmente?+
Sim, é possível confeccionar uma peteca simples usando um saquinho plástico ou pedaço de pano preenchido com pequenos retalhos ou algodão, amarrado com barbante, criando uma versão artesanal funcional e de baixo custo para a atividade.
Como abordar a origem indígena do jogo sem simplificar demais ou generalizar todas as etnias indígenas como iguais?+
Mencione que a peteca tem origem em povos indígenas brasileiros, sem necessidade de especificar uma etnia única nesta faixa etária, evitando generalizações que apaguem a diversidade entre diferentes povos indígenas, e reconhecendo que a prática se popularizou e é hoje praticada por brasileiros de diferentes origens.
É possível fazer essa atividade em espaço interno pequeno?+
Sim, adaptando o jogo para movimentos mais contidos, com as crianças posicionadas mais próximas entre si, ou até sentadas em círculo batendo a peteca para cima em seu próprio espaço, mantendo a essência da brincadeira mesmo com espaço reduzido.
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